sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

TIGER WOODS É UM CRÁPULA?



Concordo com a magna colunista.

BARBARA GANCIA - 29/01/2009

Tiger Woods é um crápula?

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A nós, que não temos nada a ver com a história, caberia rir do ídolo esportivo que se deixou flagrar como um imbecil
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COMO ANDO COM ideia fixa sobre o fenômeno da superexposição, serei forçada a testar sua paciência com minhas reflexões acerca do caso Tiger Woods. Ao final da leitura, você poderá considerar a hipótese de requerer indenização na Justiça por perda de tempo, e eu alerto que já conversei com meus advogados e que estou preparada para me trancar numa clínica para dependentes em assuntos concernentes à vida alheia ao primeiro oficial de Justiça que baixar na minha porta.
Advertência feita, vamos à vaca fria: Tiger Woods gosta de aproveitar as noites passadas longe de casa saindo com prostitutas. Descobrimos recentemente -com direito a ouvir na internet as gravações deixadas por ele na secretária eletrônica de uma recepcionista de Bel Air- que o melhor golfista do mundo não é aquele sujeito certinho que pensávamos que ele fosse. Não saberia citar estatísticas, mas desconfio que uma parcela significativa dos homens que conheço, ecologistas incluídos, sairia com um sem número de dançarinas se lhes fosse dada a oportunidade.
Já deu para notar que o advento do YouTube e de sites de fuxico tornou a vida dos voyeurs (ou seja, a nossa) muito mais interessante e que é apenas uma questão de tempo antes que todo mundo, do George Clooney ao cardeal arcebispo de Rangun, seja flagrado fazendo alguma coisa errada. Foi a vez do Tiger Woods; e a questão do seu adultério, que deveria ser resolvida entre ele, sua mulher e as agências de publicidade que venderam seu nome como garoto-propaganda, virou munição para a neocarolice da impostura.
A nós, público que não tem nada a ver com a história, caberia rir do fato de que o ídolo esportivo se deixou flagrar como um imbecil. Mas, não. Estes são os tempos da tirania da saúde e da higienização, esta é a época em que bastou chamar preto de negro para acreditar que o preconceito foi varrido do mapa. E assim nós nos achamos no direito de julgar Tiger, esquecendo do corno que metemos na cara-metade naquela festinha da firma ou na vez que ficamos de porre ou fumamos um baseado na frente da prole.
Tiger Woods é um überatleta. E sua habilidade nos campos de golfe pode ajudar a vender espuma de barbear, isotônico e sucrilhos. Mas isso não faz dele automaticamente um "exemplo para a juventude". Quem diz que faz é o mercado, não é mesmo? E você vai se deixar tutelar por esse "bully" dos infernos? Se a perseguição fosse apenas "Schaudenfreude", o ato de derivar prazer do sofrimento alheio, ainda vá lá. Recalque é um sentimento humano dos mais banais. Mas essa crítica que atribui superioridade moral a quem acusa já está começando a passar dos limites.
O presidente e fundador da Nike, Phil Knight, deu uma resposta corajosa à onda de hipocrisia. Ele se recusou a romper contrato com Kobe Bryant, no episódio em que o jogador da NBA foi acusado de estupro e admitiu adultério. Depois, fez vistas grossas quando Ronaldo foi pego com travestis. E, agora, reafirmou a parceria com Tiger. Segundo Knight, Woods sofreu ataques desproporcionais pelo que fez e tem "direito à privacidade". Estou quase jogando todos os meus tênis Puma e Adidas no lixo! "

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA - MANUEL BANDEIRA


Ontem na academia eu a Ira e o Maurice estávamos tentando lembrar este belo poema de Manuel Bandeira. Quem se lembra?

Vou-me Embora pra Pasárgada

Manuel Bandeira


Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei


Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive


E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada


Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar


E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

Texto extraído do livro "Bandeira a Vida Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

ESSA É PARA QUEM VAI FICAR EM SÃO PAULO - A Charge do Jornal



Se você vai ficar em São Paulo, no dia 25 de janeiro, aproveite e vá comemorar com a família os 456 anos da cidade no Pátio do Colégio, mas, antes ouça as dicas do que levar em caso de chuva.

Aproveite.



CBN - A rádio que toca notícia - A Charge do Jornal